O Verdadeiro Amor é aquele que traz fogo ao coração e paz à alma... "... As brasas deixadas de um fogo passado, logo reacenderão."

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Hermes Trimegistos

Então disse Poimandres: "Compreendeste o que esta visão significa?"
E eu: "Eu o saberei".
- "Esta luz" disse ele "sou eu, teu Deus, aquele que existe antes da natureza umida que apareceu fora da obscuridade. Quanto ao Verbo luminoso saído do Nous, e' o filho de Deus."
"Quem então", disse eu
- "Conheça o que quero dizer por esse meio: o que em ti vê e ouve, e' o Verbo do Senhor, e teu Nous e' o Deus Pai; não são separados um do outro, pois esta união e' que e' a vida."
- "Eu te agradeço" - disse.
- "Agora fixa teu espírito sobre a luz e conhece isto."Como se eu estivesse totalmente fora de mim, disse-me ele novamente: "Viste no Nous, a forma arquetipica, o pré-principio anterior ao começo sem fim".
Assim me falou Poimandres -"Ora, disse eu, de onde surgiram os elementos da natureza?"
- Respondeu: "Da vontade de Deus, que, tendo nela recebido o Verbo e tendo visto o belo mundo arquetipico, o imitou feita como foi em um mundo ordenado, segundo seus próprios elementos e seus próprios produtos, as almas."

Hermes Trimegistos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Festival de Byblos, Líbano- 2009

Tickets are sold at Virgin ticketing Box Office: Downtown, ABC Achrafieh, City Mall, Faqra Club, Tripoli, Byblos Venue and Saida (Al Ittihad Bookshop)


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Saturday June 20, 20:30

Loreena McKennitt

Canadian world music icon Loreena McKennitt has it all: songwriter and multi-instrumentalist, her lyrical voice and charismatic presence have created a unique genre, revisiting Celtic music with Arabic and Spanish rhythms.
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Monday July 6, 20:30

Keane

One of England’s hottest and most acclaimed young rock bands, Keane’s first middle eastern appearance at Byblos will feature all popular hits like “Everybody’s Changing”, “Somewhere Only We Know” and “Is It Any Wonder?”, along with songs from their praised new album “Perfect Symmetry”.

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From Tuesday July 14 to Saturday July 18, 20:30

Grease The Musical

Since its creation in 1972, “Grease The Musical” has performed non stop in London, Broadway and Las Vegas.Recently voted N°1 musical of all times, Grease The Musical, with the original London superproduction, is the ultimate family show with the feel-good mood of the fifties and a brilliant collection of timeless songs.

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Sunday July 19, 20:30

Jethro Tull

Ian Anderson, rock flutist, brilliant composer and extravagant showman, founded Jethro Tull in 1968.Jethro Tull soon acquired a worldwide cult status, creating classic masterpieces such as “Aqualung”, “Thick as a Brick” or Anderson’s reinterpretation on flute of Bach’s “Bourée”. All of these will be performed at Byblos to a rock audience ranging from 15 till 65.

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Tuesday July 21, 20:30

Mísia

The new voice of Portuguese fado takes Amalia Rodriguez musical heritage to new heights, adding her own modern and electric touch.This superb singer will interpret a selection of great fado classics as well as pop covers ranging from Dalida to Johnny Cash.“Mísia drawing tears in any language.” Johanna Keller, New York Times.

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Thursday July 23, 20:00

Gonzales - CocoRosie - Y.A.S

Our "Coup de Cœur" Night

20:00 Gonzales (Solo Piano) He was due to play Byblos in summer 2006. This outstanding, provocative performer will play his “Solo Piano” pieces, reminiscent of the work of Erik Satie and Keith Jarrett.

21:30 CocoRosie (Electronic Folk)Founded in New York by the Casady sisters, CocoRosie mixes folk ballads with electronic rhythms, creating a truly innovative and sensual sound.

23:00 Y.A.S (Arabic Techno Pop)Yasmine Hamdan, ex-singer of “Soap Kills”, is back to Lebanon with a new album “Arabology”, produced by Mirwais, Madonna’s sound producer. Having received critical acclaim all over Europe, Y.A.S will face the Byblos public for a long awaited show.

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From Saturday August 8 to Wednesday August 12, 20:30

Saif 840, by Mansour Rahbani

Historical epic musical play by Mansour RahbaniWritten and composed by Mansour RahbaniDirected by Marwan RahbaniCo-Composed and orchestrated byElias, Marwan, Ghady and Oussama RahbaniCo-produced by Byblos International Festivaland Marwan, Ghady and Oussama RahbaniStarring Ghassan Saliba, Antoine Kerbage and Hiba Tawaji

quarta-feira, 17 de junho de 2009

POESIA: Helena Blavatski

"Para ouvir a Voz do Silêncio, isto é, a voz do nosso Ser, de nosso Espírito, é necessário morrer como seres passionais; é necessário tornar o coração piedoso, dissolver todo sentimento de separatividade, estar pronto para matar a dor e a causa da dor naquele que sofre. Para ouvir a Voz do Silêncio temos de nos distanciar de nossos sentidos, governar nossa mente, subjugar a nossa natureza mundana, passar da ignorância à busca da sabedoria. A Voz do Silêncio só pode ser ouvida pelos homens idealistas; aquele que não o seja, só escutará ruídos com os ouvidos físicos, só encontrará os gemidos angustiosos da morte; será um escravo da vida e jamais contemplará a face inefável da liberdade."

Helena Blavatsky.

sábado, 13 de junho de 2009

MÚSICA E DANÇA


Matéria de Evento Broadway in Sampa escrita para o site: www.salsa.com.br

William Shakespeare- Soneto XLIV

Soneto XLIV

Se minha carne fosse pensamento
A distância jamais me reteria;
Apesar dos espaços, em um momento,
E bem longe, a ti eu chegaria.
Que importa onde meu pé pudesse estar,
Em que terra de ti tão afastada ?
O pensamento salta terra e mar
Só de pensar na terra desejada.
Morro ao pensar que não sou pensamento,
E que sonhar distâncias não consiga;
Sou feito de águas e terras, os elementos
Que ao tempo ocioso e à minha dor me obrigam.
De lentos elementos me resigno,
A ter somente as lágrimas, seus signos.
A um dia de verão como hei de comparar-te?
A um dia de verão como hei de comparar-te ?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável!
Em maio o vendaval em ternos botões disparte
E o estio se consome em prazo não durável.
Às vezes, muito quente, o olho do céu fulgura,
Outras vezes se ofusca com a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso é enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará.
Nem hás de a possessão perder tua beleza,
Vagando em sua sombra, o fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo, tu te igualas:

Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.

William Shakespeare

POESIAS: Walt Whitman- Do Inquieto Oceano na Multidão

Do inquieto oceano na multidão

Do inquieto oceano na multidão veio à mim uma gota,
Gentilmente suspirando :- Eu te amo, há longo tempo...
Fiz uma extensa caminhada apenas para te olhar, tocar-te...
Pois não podia morrer sem te olhar uma vez antes,
Com o meu temor de perder-te depois.-
Agora nos encontramos e nos olhamos, estamos salvos...retorne em paz ao oceano, meu amor,
Também sou parte do oceano, meu amor, não estamos assim tão separados,
Olhe a imensa curvatura, a coesão de tudo tão perfeito!
Quando a mim e a você separa-nos o mar irresistível,
Levando-nos algum tempo afastados, embora não possa afastar-nos sempre:
Não fique impaciente- um breve espaço- e fique certa de que eu saúdo
o ar, a terra e o oceano todos os dias ao pôr-do-sol,
Por sua amada causa, meu amor.

Walt Whitman

POESIAS: Walt Whitman- Oh Captain, My Captain

O Captain! My Captain!
O Captain! my Captain! our fearful trip is done,
The ship has weather'd every rack, the prize we sought is won,
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring;
But O heart! heart! heart!O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies, Fallen cold and dead
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up--for you the flag is flung--for you the bugle trills,
For you bouquets and ribbon'd wreaths--for you the shores a-crowding,
For you they call, the swayingmass, their eager faces turning;
Here Captain! dear father!
This arm beneath your head!It is some dream that on the deck,
You've fallen cold and dead।
My Captain does not answer, his lips are pale and still,
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will,
The ship is anchor'd safe and sound, its voyage closed and done,
From fearful trip the victor ship comes in with object won;
Exult O shores, and ring O bells!
But I with mournful tread,Walk the deck my Captain lies,
Fallen cold and dead.
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Ó capitão! meu Capitão
Ó capitão! meu Capitão!
Finda é a temível jornada,
Vencida cada tormenta, a busca foi laureada।o porto é ali, os sinos ouvi, exulta o povo inteiro,
Com o olhar na quilha estanque do vaso ousado e austero।
Mas ó coração, coração!
O sangue mancha o navio,
No convés, meu Capitão
Vai caído, morto e frio।
Ó Capitão! meu Capitão!
Ergue-te ao dobre dos sinos;
Por ti se agita o pendão e os clains tocam teus hinos।
Por ti buquês, guirlandas...
Multidões as praias lotam,
Teu nome é o que elas clamam; para ti os olhos voltam,
Capitão, meu querido pai,
Dormes no braço macio...
É meu sonho que ao convés
Vais caído, morto e frio।
Ah! Meu Capitão não fala, foi do lábio o sopro expulso...
Da nau acorada e ilesa, a jornada é concluída।
E lá vem ela em triundo da jornada antes temida।
Povo, exulta! Sino, dobra!
Mas meu passado é tão sombrio...
No convés meu Capitão
Vai caído, morto e frio.

Ó capitão! meu Capitão
-
Folhas de Relva - trad। de Luciano Alves Meira -Ed। Martin Claret

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/whitman.htm

POESIAS: Walt Whitman (Canto a Mim Mesmo)

'I sound my barbaric YAWP overthe roofs of the world'

'Eu emito meu bárbaro ganido sobre os telhados do mundo'

Verso de Canto a mim mesmo- Leaves of Grass

Também em "Sociedade dos poetas mortos".

POESIAS: Walt Whitman- Oh Me, O Life

O ME! O life!...
O ME! O life!... of the questions of these recurring;
Of the endless trains of the faithless—of cities fill’d with the foolish;
Of myself forever reproaching myself, (for who more foolish than I, and who morefaithless?)
Of eyes that vainly crave the light—of the objects mean—of the struggle everrenew’d;
Of the poor results of all—of the plodding and sordid crowds I see around me;
Of the empty and useless years of the rest—with the rest me intertwined;
The question, O me! so sad, recurring—
What good amid these, O me, O life?

Answer।
That you are here—that life exists, and identity;
That the powerful play goes on, and you will contribute a verse।

Volume: Leaves of Grass - 12। Leaves of Grass Year: Published/Written in 1900
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Ó meu Eu, ó Vida!
Ó meu Eu, ó Vida!
Das questões que sobre essas são recorrentes,
Dos trens infinitos dos que não têm fé, das cidades cheias de tolos,
Ó eu mesmo para sempre censurando a mim mesmo, pois quem é mais tolo do que eu e quem é mais sem fé?
De olhos que em vão suplicam pela luz, do meio dos objetos, das lutas sempre renovadas,
Dos pobres resultados de tudo, das laboriosas e sórdidas multidões que vejo em minha volta,
Dos vazios e inúteis anos dos demais, sendo que também faço parte dos demais,
A questão, ó meu eu, tão triste, recorrente _
O quê há de bom em meio a tudo isso?
Ó meu eu, ó vida!?

Resposta
Quem estás aqui _ que a vida existe e a identidade,
Que a poderosa peça continua e tu podes contribuir com um verso
Ó meu eu, ó vida!

Folhas de Relva - trad। de Luciano Alves Meira -Ed। Martin Claret